quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

JORNADA DE PSICANÁLISE


ESPECIALIZAÇÃO EM TEORIA PSICANALÍTICA E PRÁTICA CLÍNICO-INSTITUCIONAL

LOCAL: AUDITÓRIO DA PÓS-GRADUAÇÃO
Rua Ibituruna, 75

DIA: 27 DE MARÇO DE 2010

HORÁRIO: 10:00 HORAS ÀS 16:00 HORAS

10:00 HORAS – ABERTURA

GLORIA SADALA - COORDENADORA DO MESTRADO EM PSICANÁLISE, SAÚDE E SOCIEDADE E DA PÓS-GRADUAÇÃO EM TEORIA PSICANALÍTICA E PRÁTICA CLÍNICO-INSTITUCIONAL DA UVA

ALINE DRUMMOND - COORDENADORA PÓS-GRADUAÇÃO EM TEORIA PSICANALÍTICA E PRÁTICA CLÍNICO-INSTITUCIONAL DA UVA E PROFESSORA DA GRADUAÇÃO EM PSICOLOGIA DA UVA


10:15 ÀS 12:00 HS : NEUROSE E PSICOSE

MARIA CRISTINA ANTUNES - Psicanalista/ Núcleo Sephora
Professora da Pós-Graduação em Teoria Psicanalítica e Prática Clínico-Institucional da UVA

GEORGINA CERQUISE - Psicanalista/FCCL
Professora da Pós-Graduação em Teoria Psicanalítica e Prática Clínico-Institucional da UVA


12:00 HS ÀS 13:00 HS INTERVALO PARA ALMOÇO


13:00 HS ÀS 14: 30 HORAS : O INCONSCIENTE E O CORPO

LUANA RUFF - Psicanalista
Professora da Pós-Graduação em Teoria Psicanalítica e Prática Clínico-Institucional da UVA


14:30 ÀS 16:00 HS : PERVERSÃO E CLÍNICA PSICANALÍTICA

MARIA HELENA MARTINHO - Psicanalista/FCCL
Professora da Pós-Graduação em Teoria Psicanalítica e Prática Clínico-Institucional da UVA
Coordenadora do SPA da UVA e Professora da Graduação em Psicologia da UVA
ESPECIALIZAÇÃO EM TEORIA PSICANALÍTICA E PRÁTICA CLÍNICO-INSTITUCIONAL

LOCAL: AUDITÓRIO DO CAMPUS BARRA

DIA: 10 DE ABRIL 2010

HORÁRIO: 10 HORAS ÀS 16 HORAS

10:00 HORAS: ABERTURA

GLORIA SADALA  - COORDENADORA DO MESTRADO EM PSICANÁLISE, SAÚDE E SOCIEDADE E DA PÓS-GRADUAÇÃO EM TEORIA PSICANALÍTICA E PRÁTICA CLÍNICO-INSTITUCIONAL DA UVA

ALINE DRUMMOND - COORDENADORA PÓS-GRADUAÇÃO EM TEORIA PSICANALÍTICA E PRÁTICA CLÍNICO-INSTITUCIONAL DA UVA E PROFESSORA DA GRADUAÇÃO EM PSICOLOGIA DA UVA


10:30 ÀS 12:00 HS : ESTRUTURAS CLÍNICAS

ELISABETH  DA ROCHA MIRANDA  - Psicanalista/FCCL
Professora da Pós-Graduação em Teoria Psicanalítica e Prática Clínico-Institucional da UVA

ANA PAULA DA COSTA GOMES  - Psicanalista/ Escola Lacaniana
Professora da Pós-Graduação em Teoria Psicanalítica e Prática Clínico-Institucional da UVA


12:00 HS ÀS 13:00 HS INTERVALO PARA ALMOÇO

13:00 HS ÀS 14: 30 HORAS : PSICANÁLISE E LITERATURA

NADIÁ PAULO FERREIRA - Psicanalista/ Corpo Freudiano
Professora da Pós-Graduação em Teoria Psicanalítica e Prática Clínico-Institucional da UVA

ADELINA Lima Freitas - Psicanalista/ SPID
Professora da Pós-Graduação em Teoria Psicanalítica e Prática Clínico-Institucional da UVA


14:30 ÀS 16:00 HS : PSICANÁLISE COM CRIANÇAS E ADOLESCENTES

TERESINHA COSTA - Psicanalista/ Corpo Freudiano
Professora da Pós-Graduação em Teoria Psicanalítica e Prática Clínico-Institucional da UVA

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010


O BLOCO TÁ PIRANDO, PIRADO, PIROU! ENTRARÁ NA AVENIDA!!! 07 de fevereiro - DOMINGOAv. Pasteur (ao lado da UFRJ)Concentração: 15hDesfile: 16hO Bloco Tá Pirando, Pirado, Pirou! desfila no Carnaval 2010 com o enredo existencialista “Ser maluco é fácil, difícil é ser eu!”.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

PAPO PSI NA FNAC


19/11/2009
Data: 19 de novembro de 2009
Horário: 18h
Local: Fórum Fnac BarraShopping

Um espaço para trazer à tona questões relevantes sobre o universo da Psicologia e sua influência no ser humano. Encontros promovidos pela Universidade Veiga de Almeida em parceria com a Fnac.


Psicologia e Literatura

Escrever é uma tentativa de libertar a vida daquilo que a aprisiona, é procurar uma saída, encontrar novas possibilidades, novas potências da vida. Pois a criação artística é, o ato de tornar visível o invisível, tornar audível o inaudível, tornar dizível o indizível, tornar pensável o impensável.
Homenagem ao escritor Rodrigo de Souza Leão, autor de “Todos os Cachorros São Azuis”.

Com ALINE DRUMMOND – Professora do Curso de Graduação em Psicologia e Coordenadora da Pós-Graduação em Teoria Psicanalítica e Prática-Clínico Institucional (UVA) e RAMON MELLO - Poeta, autor de 'Vinis Mofados' (Língua Geral)

sexta-feira, 22 de maio de 2009

DIA DA LUTA ANTIMANICOMIAL

Rio de janeiro, 20 de maio de 2009.

Bom dia. Hoje é um dia muito importante para mim, porque hoje nós estamos reunidos para comemorarmos o dia nacional da luta antimanicomial.

Agradecimentos,

Á direção da Universidade Veiga de Almeida; à coordenação de Psicologia; aos alunos do curso de graduação em Psicologia do campus barra e do campus tijuca; à coordenação do Mestrado em Psicanálise, Saúde e Sociedade; à coordenação do SPA; aos companheiros, Ricardo Aquino, Sylvia Gonçalves, Edvaldo Nabuco, Lana Braga, Gloria Perez, Esther Wenna, Ricardo Azevedo Gualvedo, Michele Borges de Aquino, Clara Feldman, Maria Lenilva M. Costa, a banda Mil coisas, aos cancioneiros do IPUB e ao Sistema Nervoso Alterado.

Agradeço o apoio do Papel Pinel, All Energy, Walprint.

Agradeço, ainda, aos meus alunos e monitores pela colaboração com meu trabalho e com a organização desse evento: Ana Luísa Tavares, Anna Luiza Barboza, Arthur Júnior, Cristianne Otero, Cristina Miranda, Daniela Dias, Débora Longui, Etiene Marcon, Fernanda Guapyassú, Francisco Maia, Helga Goldenberg, Joyce Guilherme, Letícia Moura, Luciano Rosalba, Luís Manuel Braz, Mariana Marques, Nathália Peret, Quezia Oliveira, Renata Marapodi, Rosita Meirelles, Simone Ferreira e Themis Marques.

Meu muito obrigada !

 

Estamos comemorando 22 anos do movimento de luta antimanicomial e 30 anos (1979) da visita de Franco Basaglia ao Brasil. Sua presença instigou e provocou o debate sobre as diferentes perspectivas de compreensão da loucura e suas relações com os saberes, as instituições, a cultura e os processos sociais.

Os temas propostos por Basaglia convidavam a pensar de modo bastante inovador a instituição psiquiátrica e a possibilidade de inventar diferentes formas de lidar com a experiência das pessoas com sofrimento psíquico.

Basaglia afirmava a necessidade de superação do manicômio e com isso produzia uma profunda transformação de ótica. Ele afirmava que este processo de transformação/superação do manicômio não poderia ser compreendido como apenas um novo modelo técnico e também não se encerrava no interior da instituição, mas era necessário colocar principalmente em discussão a finalidade da existência do manicômio, assim como era também crucial reentrar na cidade, reinscrever os problemas das pessoas internadas em sua dimensão existencial e também era urgente produzir novas instituições. Em outras palavras, a superação das instituições da violência era/é uma exigência ética.

Assim, o debate sobre a loucura e as instituições psiquiátricas transcendem os limites dos muros dos manicômios, adentram o espaço público e é importante sublinhar que a questão psiquiátrica não é um problema puramente científico, mas também é uma questão social, política e cultural

Desse modo, é colocado em discussão que a crítica ao modelo asilar não se situa apenas no interior do discurso técnico-científico, mas sobretudo no conjunto de questões sociais, tendo como fios condutores a exclusão e a cidadania.

O conceito de cidadania dos doentes mentais, se relaciona à ampliação dos direitos sociais, jurídicos e politicos dos mesmos.

A capacidade de incluir a questão psiquiátrica como parte das questões sociais, trancendem os limites impostos pelo saber/poder medico, e significa um desafio na busca de novas interpretações e práticas que não anulem a loucura como experiência humana.

Assim, arriscamos a dizer com Paulo Amarante que “ os intinerários de Franco Basaglia – éticos, práticos, teóricos e politicos – convidam, sobretudo, a aprender a aprender, a negar as diferentes formas de objetivação do homem, a recusar a exclusão como resposta natural e imutável, a buscar a superação das instituições da violência, a arriscar o encontro com a complexidade da existência-sofrimento das pessoas e a inventar percursos de negação, superação e invenção de novas realidades. “

Foi com a intenção de negação, superação e invenção de novas realidades que, então, foi contruído o lema da luta antimanicomial: “Por uma sociedade sem manicômios”, lema este   polêmico/instigante.

Assim, quando optamos por defender uma sociedade sem manicômios, vivemos as conseqüências desta decisão e a primeira é a de que o movimento deixa de ser o movimento dos trabalhadores de saúde mental para tornar-se um movimento social, ou seja, aberto a todos os interessados em repensar as formas e modos de presença da loucura.

Dessa forma, quando definimos a luta antimanicomial como movimento social, implicamos o corpo social neste processo. E por assim pensar, temos conduzido, no Brasil, uma longa luta pela extinção não só dos hospitais psiquiátricos, mas estendemos/entendemos a nossa luta a/de todas as formas derivadas ou vinculadas à ordem manicomial.

Como sabemos, os manicômios são lugares não só no sentido geográfico destinados à loucura fora-da-cidade, mas a cima de tudo no sentido político, pois para lá vão todos aqueles declarados incapazes de decisão e escolha, incapazes de responder em seu próprio nome.

Rejeitamos com veemência todas as instituições sociais que discriminam e excluem e assim diante da ação covarde de tais instituições, concluo, então, afirmando que parece sempre tempo de dizer “por uma sociedade sem manicômios” não como ponto de chegada, mas como ponto de partida.

 

 

 

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

SERVIÇOS RESIDENCIAIS TERAPÊUTICOS EM SAÚDE MENTAL: OBSTÁCULOS E DESAFIOS

Aline Drummond de Mendonça

“Não permitir que as residências terapêuticas se transformem em lugares sem recuperação social (mini-manicômios).”[1]

A implantação efetiva da Reforma Psiquiátrica requer o desenvolvimento de programas de desinstitucionalização das pessoas há longo tempo internadas, que visem os processos de autonomia, de construção dos direitos de cidadania e de novas possibilidades de vida para todos e que garantam o acesso, o acolhimento, a responsabilização e a produção de novas formas de cuidado do sofrimento. Neste processo é fundamental a criação de Serviços Residenciais Terapêuticos com capacidades e recursos para desenvolver o acompanhamento de usuários objetivando a inserção familiar e social.
Desta forma, a desinstitucionalização e efetiva reintegração de doentes mentais graves na comunidade é uma tarefa a que o SUS vem se dedicando com especial empenho nos últimos anos.
“Nós devemos entender aqui que a desinstitucionalização não seja idêntica à simples abertura das portas do manicômio. A luta que se desenvolve é contra uma instituição manicomial ou um manicomialismo. Mais propriamente falando, é contra uma lógica interna à instituição que tende à sua própria auto-reprodução, anulando os atores enquanto sujeitos de transformação. Sem essa clareza, corre-se o risco de que, mesmo um serviço extra hospitalar, reproduza-se a mesma lógica manicomial, que se criem serviços modernos, mas que continuam a ser instituições da violência, locais de exclusão e segregação social. Basaglia, ao se referir às instituições, dizia que abrir uma instituição, o manicômio, não é apenas abrir as portas, mas abrir a nossa cabeça em confronto com aquele que nos procura. Isso faz com que se modifique a própria relação técnico-usuário, isto é, um técnico não tem mais respostas institucionais prontas a priori, mas deve criar alternativas concretas dentro da própria relação tensa, de sujeito a sujeito, de cidadão a cidadão, entre aquele que procura um serviço e aquele técnico que recebe uma demanda."[2]
Sabemos que as residências terapêuticas constituem alternativas às internações, porém, para que essas moradias não sejam apenas a simples substituições geográficas dos leitos hospitalares com a manutenção de práticas e comportamentos manicomiais, para que este risco possa ser evitado, mesmo sabendo que não há receitas prontas e definitivas, penso que talvez a especificidade do nosso exercício profissional seja produzir certa disposição para construir problemas nos espaços por onde circulamos, nos coletivos de trabalho, entre usuários e para nós mesmos. Que nosso foco seja interrogar sobre como ocupamos as cenas, como as produzimos: enquanto interditores ou produtores de vida? Que nosso agir seja lutar contra o ímpeto da prescrição de modos de existir no mundo, o que nos faz técnicos da correção e da modelagem.
“As residências terapêuticas, digamos, são uma espécie de calcanhar-de-aquiles do processo da reforma. É muito difícil implantá-las. Há uma resistência muito grande. Há uma dificuldade real e concreta de se criar esse dispositivo. Temos apenas dois mil pacientes, dos quais setecentos e cinqüenta estão no estado de São Paulo. No resto do Brasil há mil e trezentos pacientes em residências terapêuticas. É um número bastante baixo, se considerarmos que temos cinqüenta e cinco mil pacientes internados. Muitos desses pacientes que precisam da residência terapêutica vão sair da sua vida no hospital psiquiátrico. É interessante, pois, cada vez que se cria uma vaga de residência terapêutica, é fechado, no sistema, um leito. Fazendo assim, vamos reduzindo os leitos criteriosamente. Criou-se o serviço, a residência, bloqueia-se aquela vaga e não existe mais aquela vaga no hospital psiquiátrico.”[3]
“Tenho observado que os órgãos de representação da categoria médica e dos psiquiatras começam a resistir à idéia da reforma psiquiátrica. Isso me parece totalmente equivocado. Os profissionais comprometidos com a boa prática médica não podem esquecer que, certa vez, se aliaram aos proprietários de hospitais e se tornaram subempregados, funcionários desqualificados, mal pagos e desrespeitados. Não podem esquecer também que se aliaram, outra vez, aos empresários de seguro-saúde, e deles se tornaram escravos, sem autonomia profissional e sem controle sobre as possibilidades terapêuticas. Em que pesem todos os problemas e limitações, é no SUS que ainda podemos, não apenas médicos, mas todos os profissionais do setor, realizar as possibilidades reais da saúde em nosso país. Seja porque o SUS é o maior e mais promissor mercado de trabalho nessa área (e não se iludam quanto a isso), seja porque é o mais democrático e inclusivo sistema de saúde público do mundo.”[4]
Assim, torna-se fundamental refletirmos os motivos subjacentes às dificuldades de implementação das residências terapêuticas. Não é apenas nos níveis administrativos, financeiro e organizacional que encontramos resistência à reforma psiquiátrica.
“Mas, além desses, e de um modo muito mais sutil e refinado, se escancaram as nossas precariedades pessoais, teóricas, práticas, para lidar com uma demanda oceânica e desconcertante, que habitualmente impõe a escolha dilemática entre tolher, aplacar, ocultar, como fazem as instituições totais para administrar o incômodo, ou, de um modo, partir para um desafio incomensurável de facilitar produção de subjetividade com o peso do desconcerto, da provisoriedade das teorias, do desenclausuramento de si próprio para acompanhar os caminhos do outro.”[5]

[1] Relatório do VII Encontro Nacional de Usuários e Familiares do Movimento da Luta Antimanicomial de 18 à 21/09/2003, Xerém – Duque de Caxias, RJ.
[2] Tykanori, Roberto – “Uma experiência pioneira: a reforma psiquiátrica italiana” in Saúde Mental e Cidadania; Edições Mandacaru, Plenário de Trabalhadores em Saúde Mental do Estado de São Paulo.
[3] Delgado, Pedro Gabriel Godinho – “Protagonismo Social da Psicologia na Reforma Psiquiátrica” in Relatório do II Seminário Nacional de Psicologia e Políticas Públicas, de 28 à 31/05/2003 Espaço Cultural João Pessoa, PB.
[4] Amarante, Paulo – “Rumo ao fim dos manicômios” in Revista Mente e Cérebro, setembro de 2006, pág. 35.
[5] Pitta, Ana Maria Fernandes – “Cuidando de Psicóticos” in clínica da psicose: um projeto na rede pública Te Cora Editora: Instituto Franco Basaglia, 1994; pág. 165-66.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

DIA 18 DE MAIO DIA NACIONAL DA LUTA ANTIMANICOMIAL
Aline Drummond de Mendonça

Cabe aqui um informe histórico – esta data foi escolhida no congresso de trabalhadores de saúde mental em 1987 em Bauru, SP.
Neste congresso além das denúncias dos horrores de certos manicômios, dos abusos de tantas práticas vigentes na saúde mental, ali se sustentou pela primeira vez à constatação clara de que a técnica seja ela qual for não poderá jamais deter um lugar privilegiado no encontro entre loucura-cultura.
A luta antimanicomial é uma luta da sociedade mesma, que já não pode mais delegar a técnica à gestão da convivência com a loucura. A sociedade pode e deve sempre contar com o auxilio da ciência, mas a sociedade perde autonomia sempre quando coloca a ciência nos lugares políticos de decisão.
Assim, quando optamos por defender uma sociedade sem manicômios, vivemos as conseqüências desta decisão e a primeira é a de que o movimento deixa de ser o movimento dos trabalhadores de saúde mental para tornar-se um movimento social, ou seja, aberto a todos os interessados em repensar as formas e modos de presença da loucura.
Dessa forma, quando definimos a luta antimanicomial como movimento social, implicamos o corpo social neste processo. E por assim pensar, temos conduzido, no Brasil, uma longa luta pela extinção não só dos hospitais psiquiátricos, mas estendemos/entendemos a nossa luta a todas as formas sociais derivadas ou vinculadas à ordem manicomial.
Como sabemos, os manicômios são lugares não só no sentido geográfico destinados à loucura fora-da-cidade, mas a cima de tudo no sentido político, pois para lá vão todos aqueles declarados incapazes de decisão e escolha, incapazes de responder em seu próprio nome.
Rejeitamos com veemência todas as instituições sociais que discriminam e excluem e assim diante da ação covarde de tais instituições, prossegue nossa luta: POR UMA SOCIEDADE SEM MANICÔMIOS.
A DESINSTITUCIONALIZAÇÃO DA LOUCURA

Aline Drummond de Mendonça


“Sufoco da vida
Estou vivendo no mundo do hospital
Tomando remédio de psiquiatria mental
Haldol, Diazepan, Rohypnol, Prometazina...
Meu médico não sabe como me tornar um cara normal

Me amarram, me aplicam, me sufocam num quarto trancado
Socorro! Sou um cara Normal asfixiado.
Minha mãe, meu irmão, minha tia, me encheram de drogas
De Levomepromazina.

Ai, ai, ai que sufoco da vida
Estou cansado de tanta Levomepromazina”[1]

A Antipsiquiatria e a Reforma Psiquiátrica Italiana construíram um modelo de cuidado que não conduz a hospitalização e à sedação para o controle e o silenciamento dos sintomas, mas conduz a desinstitucionalização.
A desinstitucionalização, em primeiro lugar, aspira-se a uma transformação no âmbito da sociedade, isto é, na forma com que a sociedade lida com a loucura, e não apenas meramente a uma luta para a transformação interna do manicômio ou a desospitalização.
Em outras palavras, a desinstitucionalização ultrapassa tanto as concepções de reformar, humanizar os manicômios, quanto às concepções de desospitalização para reportar ao sentido da desconstrução do saber psiquiátrico (desconstrução do conceito de doença mental, das técnicas e dos técnicos) que, digamos e convenhamos, é falido nas suas pretensões terapêuticas, mais ainda assim, é produtor inquestionável de um saber/verdade sobre o louco e a loucura.
É essa construção que a psiquiatria elabora sobre o louco que a sociedade assimila e reproduz e, assim, dessa forma a instituição psiquiátrica extrapola os muros dos hospícios e torna-se uma das instâncias reguladoras do espaço social.
Com base no que se supõe ser o louco, a loucura na nossa sociedade é sinônimo de demência, agressividade, insensatez, periculosidade, irresponsabilidade, termos que deixam bem claro que negam o próprio sofrimento, o sujeito, a pessoa. Ainda hoje, e que nos deixa muito tristes, constatamos que a doença mental é determinada pelo conceito de periculosidade, irrecuperabilidade e incompreensibilidade.
Assim, a psiquiatria não se relaciona com o louco, mas com o doente, e o louco, não se relaciona mais consigo mesmo nem com o outro, mas com a doença que o define. Então, o processo de desinstitucionalização deve ser realizado com o objetivo de possibilitar emergir o sujeito, seus desejos e sentimentos que foram negados pela série de pré-conceitos científicos fundados no conceito de doença mental.
Logo, podemos afirmar que, a desinstitucionalização é um processo de desconstrução dos saberes que gravitam em torno do conceito de doença mental e de suas práticas e também a invenção de novas formas de lidar, não mais com a doença, mas com o sujeito doente.
Desinstitucionalizar a doença mental para aprendê-la de outra forma, conferir um outro destino à existência-sofrimento em relação ao corpo social. O dispositivo da desinstitucionalização ou dispositivo da saúde mental é a invenção, a criação de um espaço de produção de novas subjetividades, de sociabilidade, de produção de seus desejos, seus projetos, sua história, enfim, da manifestação da real existência da pessoa. O trabalho de desinstitucionalização está voltado para reconstruir as pessoas como atores sociais, para impedir-lhes o sufocamento sob o papel, a identidade estereotipada e introjetada que se sobrepõe à dos doentes.
Podemos concluir que o primeiro passo da desinstitucionalização[2] consiste em desconstruir a idéia da doença que precisa de cura, em torno do qual se legitima o “isolamento”, a medicalização, a tutela e a desqualificação do sujeito. Onde este, passa a ser a história de uma doença. O segundo passo da desinstitucionalização é o envolver e mobilizar, nesse processo, estes mesmos sujeitos enquanto atores sociais, enquanto protagonistas de suas histórias, enfim, a desinstitucionalização é um processo inventando novas possibilidades de inscrição dos sujeitos no corpo social.
O objetivo da desinstitucionalização da loucura é criar um espaço social para o louco, porque sabemos que nossa sociedade conduz à discriminação e não a solidariedade. Então, nós profissionais da saúde precisamos construir um espaço social numa sociedade que não costuma abrir espaço social para pessoas que são diferentes.
Logo, a nossa luta se trava no campo da cultura, do imaginário social, no campo das representações, preconceitos e estigmas que vão inspirar legitimar ou mesmo serem coniventes com práticas de exclusão e de eliminação das diferenças.
Sendo assim, na desinstitucionalização da loucura trata-se de admitir a pluralidade de sujeitos, com suas diversidades e diferenças; trata-se, ainda, de um processo de construção de cidadania para que o louco não seja excluído, violentado, discriminado, mas que possa ser acolhido em seu sofrimento.
Enfim, trata-se de trabalhar para que o louco seja um sujeito de desejos e projetos.



[1] “Sufoco da vida” in CD do Harmonia enlouquece.
[2] Amarante, Paulo – O homem e a serpente: outras histórias para a loucura e a psiquiatria. Rio de janeiro: Editora Fiocruz, 1996, pág, 105.
STELA DO PATROCÍNIO – UMA TRAJETÓRIA POÉTICA EM UMA INSTITUIÇÃO PSIQUIÁTRICA

Aline Drummond de Mendonça


Foucault no início dos anos 60 escreveu a História da loucura livro esse que reflete e resiste ao gigantesco aprisionamento moral que constitui o monopólio da razão sobre a loucura. Nesse livro ele inicia uma investigação que teve grande importância teórica e política em todo o mundo, inclusive aqui no Brasil, orientando nossos estudos sobre o nascimento e as transformações dos saberes sobre a doença mental e a anormalidade e principalmente, fundamentando nossas lutas políticas por soluções alternativas à reclusão asilar.
A História da loucura trás duas descobertas importantes: primeiro, antes de se tornar doença mental a loucura era apenas doença e como doença estava integrada a racionalidade médica própria da época clássica, que não distinguia o físico e o mental; segundo, não havia hospital psiquiátrico, o que havia eram instituições assistenciais que nada tem haver com a doença e recuperação do louco, eram estabelecimentos de exclusão dos indivíduos considerados perigosos porque “desrazoados”.
A psiquiatria tem aí suas condições antecedentes históricas nesse processo de dominação onde suas condições são mais institucionais do que teóricas. Com isso estamos afirmando que: a loucura só se tornou objeto de conhecimento científico na modernidade, porque foi antes objeto de exclusão moral e social no “grande enclausuramento” clássico como “desrazão”, ausência de razão.
É preciso tornar visível o jogo moral que a razão oculta em sua aparente busca da verdade. O que a razão quer é, desde seu nascimento platônico, rejeitar uma parte da vida, a que muda, a que delira. O que a razão quer é produzir um mundo de identidades e verdades, um mundo previsível e claro. Em conseqüência, tudo o que é escuro, imprevisto, móvel é excluído.
É nesse espaço que se insere a loucura e ousaria dizer que Stela se sustenta em uma ordenação delirante, uma ordenação móvel, fundada na afirmação de sua própria fragmentação. A palavra lhe parecia muito íntima, muito próxima, não a palavra da comunicação, do “rebanho” como diria Nietzsche, mas a palavra deslocada da interioridade e da subjetividade cotidianas.
Stela foi capaz de lançar um olhar sobre a condição asilar, falar de sua situação no hospital, se deparar, enxergar, localizar no hospital sua “doença”, sua prisão, sua condição ali : “ficar pastando”. Esta lucidez depois de quase trinta anos neste espaço asilar de absoluta uniformidade, é uma das coisas que mais me impressiona em Stela do Patrocínio.
A fala de Stela é valiosa antes de tudo pelo que diz : ela registra um lugar, uma condição, a da internação em regime fechado, mas é também muito valiosa pelo caráter vitorioso de uma conquista da exterioridade : ler e ouvir Stela é integrá-la no discurso que um dia a excluiu, a de um discurso que ultrapassou os muros da instituição.
Todos nós sabemos o que são estes muros e o que significa ultrapassa-los, principalmente se utilizando da palavra que foi o primeiro domínio de exclusão da loucura.
Assim, que a fala do mundo seja acrescida da fala de Stela.

“Eu estava com saúde
Adoeci
Eu não ia adoecer sozinha não
Mas eu estava com saúde
Me adoeceram
Me internaram no hospital
Me deixaram internada
E agora eu vivo no hospital como doente”

“Eu vim do Pronto Socorro do Rio de janeiro
Onde a alimentação era eletrochoque, injeção e remédio
E era um banho de chuveiro, uma bandeja de alimentação
E a viagem sem eu saber para onde ia
Vim parar aqui nessa obra, nessa construção nova”

“ O remédio que eu tomo me faz passar mal
E eu não gosto de tomar remédio pra ficar passando mal
Eu ando um pouquinho, cambaleio, fico
Cambaleando
Quase levo um tombo
E se eu levo tombo eu levanto
Ando mais um pouquinho, torno a cair”

“Estar internada é ficar todo dia presa
Eu não posso sair, não deixam eu passar pelo portão
Maria do Socorro não deixa eu passar pelo portão
Seu Nelson também não deixa eu passar lá no portão
Eu estou aqui há vinte e cinco anos ou mais”

“Aqui no hospital ninguém pensa
Não tem nenhum que pense
Eles vivem sem pensar
Comem bebem fumam
No dia seguinte querem saber
De recontinuar o dia que passou
Mas não tem ninguém que pense
E trabalhe pela inteligência”

“No céu
Me disseram que deus mora no céu
No céu na terra em toda parte
Mas não sei se ele está em mim
Ou se ele não esta
Eu sei que estou passando mal de boca
Passando muita fome comendo mal
E passando mal de boca
Me alimentando mal comendo mal
Passando muita fome
Sofrendo da cabeça
Sofrendo como doente mental
E no presídio de mulheres
Cumprindo prisão perpétua
Correndo um processo
Sendo processada”

“Perdi o gosto o prazer o desejo a vontade o querer”



Estamos com esse trabalho sustentando que precisamos romper com os limites instaurados pela razão e nos permitir a experiência de ouvir as vozes dos “mal-ditos”.
“A percepção que o homem ocidental tem de seu tempo e de seu espaço deixa aparecer uma estrutura de recusa, a partir da qual se denuncia uma fala como não sendo linguagem, um gesto como não sendo obra, uma figura como não tendo direito a um lugar na história.”
Com isso somos levados hoje a fazer uma análise crítica a respeito da situação dos loucos desde o classicismo e negar que a medicalização ou a psicologização da loucura seja o resultado de um progresso que teria nos levado ao desvelamento de sua essência ou de seu tratamento.


Bibliografia:

Foucault, Michel – Ditos e Escritos I – Problematização do sujeito: psicologia, psiquiatria e psicanálise. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1999.
______________ - História da Loucura. São Paulo: Ed. Perspectiva, 1993.
QUAIS AS CONSEQUÊNCIAS DA INSTITUCIONALIZAÇÃO SOBRE AS DOENÇAS MENTAIS? Será que a hospitalização transforma as doenças mentais?

Aline Drummond de Mendonça

Estar “perdendo a cabeça” - significação socialmente imposta de alguns sintomas tais como ouvir vozes, perder a orientação espacial e temporal, sentir-se perseguido - ou o controle de si mesmos parece ser uma das coisas mais amedrontadoras que podem ocorrer ao eu em nossa sociedade.
Como aceitar essa interpretação desintegradora de si mesmo? O que fazer com a angústia resultante dessa percepção? De que forma respondemos ao sofrimento psíquico?
A internação psiquiátrica é a nossa resposta. Internar por já não ser mais aceito na sociedade externa, devido ao fato de ter ultrapassado o limite da norma fixado por ela. Portanto, a internação acena como uma possibilidade de viver na “norma”, no “bem estar” e numa crença no caráter médico dos hospitais, onde a hospitalização é tida como uma “solução boa”, afinal de contas, é uma ação em nome da ciência. Como nos fala Lima Barreto:
“ disse-lhe que tinha sido posto ali por meu irmão, que tinha fé na onipotência da ciência e a crendice do hospício.”[1]
Essa crença não leva em conta que a hospitalização pode piorar a situação, o sofrimento do paciente, uma vez que a internação confirma o que até então fora um problema da experiência íntima do eu. Mais uma vez, nos lembra Lima Barreto:
“Esta passagem várias vezes no hospício e outros hospitais deu-me não sei que dolorosa angústia de viver que eu me parece ser sem remédio a minha dor.”[2]
Sabemos que um conjunto importante de circunstâncias fazem com que a pessoa fuja ao seu destino, mas quando essa pessoa é internada, outro conjunto de circunstâncias ajuda a determinar o seu destino social, a vida dessa pessoa. Dizemos com Goffman (1961), que os doentes mentais internados sofrem, não de doença mental, mas de outras circunstâncias. As circunstâncias que participam os agentes - a pessoa mais próxima, o denunciante e os mediadores (polícia, clero, psiquiatras, advogados, assistentes sociais, professores e assim por diante) - na sua transição da pessoa do status civil para o de paciente, isto é, em sua passagem do status civil para o internado despojado de quase tudo. Evoco novamente Lima Barreto:
“ Como é que eu, em vinte e quatro horas, deixava de ser um funcionário do Estado, com ficha na sociedade e lugar no orçamento, para ser um mendigo sem eira nem beira, atirado para ali que nem um desclassificado?”[3]
“Pela primeira vez, fundamentalmente, eu senti a desgraça e o desgraçado.Tinha perdido toda a proteção social, todo o direito sobre o meu corpo, era assim como um cadáver de anfiteatro de anatomia”[4]
Aqui, a questão é saber como se consegue esse despojamento, essa expropriação?
Segundo Foucault (1975), a Disciplina “fabrica” indivíduos; ela é a técnica específica de um poder que toma os indivíduos ao mesmo tempo como objetos e como instrumentos de seu exercício. Donde, o hospital constituirá o local adequado a esse regime disciplinar.
A vida dos internados é regida por autoritarismo, limites forçados e burocracia. O ritmo da vida dos asilos é marcado por regras forçadas e mortificações não levando em conta o homem no seu livre situar-se no mundo. O hospital o impede de continuar a buscar o seu lugar que ao ditar regras, exigências organizacionais não levam em conta o indivíduo singular e as particularidades de cada um.
A hospitalização, o internamento , essa complexa organização do espaço fechado, esse sistema de isolamento e vigilância, aniquila a individualidade e a liberdade do doente, ou seja, viola o projeto individual.
A individualidade é perdida e oprimida pelo poder institucionalizante que se articula a vida do asilo, isto é, o doente ao entrar no asilo depara-se com as regras e estruturas que o impelem a objetificar-se com elas.
Identifica-se com o espaço limitado, isto é, com a privação, com a perda de sua liberdade que corresponde à imagem do homem sem objetivo, sem futuro, sem interesse, enfim, institucionalizado. Donde a apatia, o desinteresse, a deterioração psíquica resulta mais da institucionalização que da doença original, assim, como nos fala Basaglia:
“Se ele apenas começar a suspeitar que a realidade enferma à sua frente - internados que não falam porque ninguém os escuta; que não caminham porque não sabem aonde ir; que babam porque não existe uma razão para não fazer isso, porque não existe um objetivo, um fim pelo qual faça sentido resistir à tentação de deixar-se viver e vegetar - não é fruto somente de uma doença, mas de uma violência perpetrada em todos os níveis, essa realidade não pode deixar de subverter-se aos seus olhos, envolvendo-o em sua parte de responsabilidade e envolvendo os“sãos” na deles”.[5]
O doente mental é uma realidade fabricada pela instituição psiquiátrica que além de excluir, reprimir, censurar, na verdade produz; produz realidade; produz o indivíduo e o conhecimento que dele pode ter; produz “a mais triste moléstia da humanidade, aquela que nos faz outro”.[6]
Não se deve perder de vista que os hospitais psiquiátricos não só espelha a sociedade, como está profundamente a ela vinculado, ou seja, a sociedade constrói a imagem social da doença mental que se revelará determinante no desenvolvimento da própria doença. Imagem esta que pouco tem a ver com a própria doença, mas sim com a exclusão social, com o encarceramento. Cabendo, então, ao hospital psiquiátrico à gestão dessa exclusão e aos médicos psiquiatras converter em patologia, isto é, sob o rótulo de doença, tudo aquilo que é sinal de uma vida que não se pode viver.
Donde podemos concluir, a instituição psiquiátrica é um saber totalmente comprometido com a necessidade de exclusão das pessoas, do delegatório que a sociedade dá ao psiquiatra de excluir e segregar as pessoas.
É preciso, hoje mais do que ontem, ter a lucidez de Artaud para denunciar, para dizer: “a sociedade mandou estrangular nos seus manicômios todos aqueles dos quais queria desembaraçar-se ou defender-se porque recusavam a ser seus cúmplices em algumas imensas sujeiras. Pois o louco é o homem que a sociedade não quer ouvir e que é impedido de enunciar certas verdades intoleráveis”.[7]


Referências Bibliográficas:

Amarante, Paulo – Saúde Mental, políticas e instituições : programa de educação a distância. Rio de Janeiro : FIOTEC/FIOCRUZ , 2003.
Artaud, Antonin – Os Escritos de Antonin Artaud – Porto Alegre: L&PM editores, 1986.
Barreto, Lima – O cemitério dos vivos – São Paulo:Editora Planeta do Brasil; Rio de Janeiro: Fundação Biblioteca Nacional, 2004.
Basaglia, Franco – Escritos selecionados em saúde mental e reforma psiquiátrica. – Rio de Janeiro: Garamond, 2005.
Foucault, Michel – O nascimento do hospital. In: Microfísica do Poder. Rio de Janeiro: Graal, 1979.
______________ - Vigiar e punir: o nascimento da prisão - Petrópolis, Vozes, 1987.
Goffman, Erving – Manicômios, Prisões e Conventos – São Paulo: Perspectiva, 2005.


[1] Barreto, Lima – “Diário do hospício” in O cemitério dos vivos; pág, 22.
[2] Idem; pág, 60.
[3] Barreto, Lima – O cemitério dos vivos; pág, 184.
[4] Idem; pág, 230.
[5] Basaglia, Franco – “Introdução a Asylums”; pág, 142.
[6] Barreto, Lima – O cemitério dos vivos; pág, 200
[7] Artaud, Antonin – “Van Gogh: o suicidado pela sociedade”; pág, 133.