terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
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terça-feira, 3 de agosto de 2010
domingo, 11 de julho de 2010
domingo, 20 de junho de 2010
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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
JORNADA DE PSICANÁLISE
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
sábado, 21 de novembro de 2009
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
PAPO PSI NA FNAC
Data: 19 de novembro de 2009
Horário: 18h
Local: Fórum Fnac BarraShopping
Um espaço para trazer à tona questões relevantes sobre o universo da Psicologia e sua influência no ser humano. Encontros promovidos pela Universidade Veiga de Almeida em parceria com a Fnac.
Psicologia e Literatura
Escrever é uma tentativa de libertar a vida daquilo que a aprisiona, é procurar uma saída, encontrar novas possibilidades, novas potências da vida. Pois a criação artística é, o ato de tornar visível o invisível, tornar audível o inaudível, tornar dizível o indizível, tornar pensável o impensável.
Homenagem ao escritor Rodrigo de Souza Leão, autor de “Todos os Cachorros São Azuis”.
Com ALINE DRUMMOND – Professora do Curso de Graduação em Psicologia e Coordenadora da Pós-Graduação em Teoria Psicanalítica e Prática-Clínico Institucional (UVA) e RAMON MELLO - Poeta, autor de 'Vinis Mofados' (Língua Geral)
segunda-feira, 13 de julho de 2009
sexta-feira, 22 de maio de 2009
DIA DA LUTA ANTIMANICOMIAL
Rio de janeiro, 20 de maio de 2009.
Bom dia. Hoje é um dia muito importante para mim, porque hoje nós estamos reunidos para comemorarmos o dia nacional da luta antimanicomial.
Agradecimentos,
Á direção da Universidade Veiga de Almeida; à coordenação de Psicologia; aos alunos do curso de graduação em Psicologia do campus barra e do campus tijuca; à coordenação do Mestrado em Psicanálise, Saúde e Sociedade; à coordenação do SPA; aos companheiros, Ricardo Aquino, Sylvia Gonçalves, Edvaldo Nabuco, Lana Braga, Gloria Perez, Esther Wenna, Ricardo Azevedo Gualvedo, Michele Borges de Aquino, Clara Feldman, Maria Lenilva M. Costa, a banda Mil coisas, aos cancioneiros do IPUB e ao Sistema Nervoso Alterado.
Agradeço o apoio do Papel Pinel, All Energy, Walprint.
Agradeço, ainda, aos meus alunos e monitores pela colaboração com meu trabalho e com a organização desse evento: Ana Luísa Tavares, Anna Luiza Barboza, Arthur Júnior, Cristianne Otero, Cristina Miranda, Daniela Dias, Débora Longui, Etiene Marcon, Fernanda Guapyassú, Francisco Maia, Helga Goldenberg, Joyce Guilherme, Letícia Moura, Luciano Rosalba, Luís Manuel Braz, Mariana Marques, Nathália Peret, Quezia Oliveira, Renata Marapodi, Rosita Meirelles, Simone Ferreira e Themis Marques.
Meu muito obrigada !
Estamos comemorando 22 anos do movimento de luta antimanicomial e 30 anos (1979) da visita de Franco Basaglia ao Brasil. Sua presença instigou e provocou o debate sobre as diferentes perspectivas de compreensão da loucura e suas relações com os saberes, as instituições, a cultura e os processos sociais.
Os temas propostos por Basaglia convidavam a pensar de modo bastante inovador a instituição psiquiátrica e a possibilidade de inventar diferentes formas de lidar com a experiência das pessoas com sofrimento psíquico.
Basaglia afirmava a necessidade de superação do manicômio e com isso produzia uma profunda transformação de ótica. Ele afirmava que este processo de transformação/superação do manicômio não poderia ser compreendido como apenas um novo modelo técnico e também não se encerrava no interior da instituição, mas era necessário colocar principalmente em discussão a finalidade da existência do manicômio, assim como era também crucial reentrar na cidade, reinscrever os problemas das pessoas internadas em sua dimensão existencial e também era urgente produzir novas instituições. Em outras palavras, a superação das instituições da violência era/é uma exigência ética.
Assim, o debate sobre a loucura e as instituições psiquiátricas transcendem os limites dos muros dos manicômios, adentram o espaço público e é importante sublinhar que a questão psiquiátrica não é um problema puramente científico, mas também é uma questão social, política e cultural
Desse modo, é colocado em discussão que a crítica ao modelo asilar não se situa apenas no interior do discurso técnico-científico, mas sobretudo no conjunto de questões sociais, tendo como fios condutores a exclusão e a cidadania.
O conceito de cidadania dos doentes mentais, se relaciona à ampliação dos direitos sociais, jurídicos e politicos dos mesmos.
A capacidade de incluir a questão psiquiátrica como parte das questões sociais, trancendem os limites impostos pelo saber/poder medico, e significa um desafio na busca de novas interpretações e práticas que não anulem a loucura como experiência humana.
Assim, arriscamos a dizer com Paulo Amarante que “ os intinerários de Franco Basaglia – éticos, práticos, teóricos e politicos – convidam, sobretudo, a aprender a aprender, a negar as diferentes formas de objetivação do homem, a recusar a exclusão como resposta natural e imutável, a buscar a superação das instituições da violência, a arriscar o encontro com a complexidade da existência-sofrimento das pessoas e a inventar percursos de negação, superação e invenção de novas realidades. “
Foi com a intenção de negação, superação e invenção de novas realidades que, então, foi contruído o lema da luta antimanicomial: “Por uma sociedade sem manicômios”, lema este polêmico/instigante.
Assim, quando optamos por defender uma sociedade sem manicômios, vivemos as conseqüências desta decisão e a primeira é a de que o movimento deixa de ser o movimento dos trabalhadores de saúde mental para tornar-se um movimento social, ou seja, aberto a todos os interessados em repensar as formas e modos de presença da loucura.
Dessa forma, quando definimos a luta antimanicomial como movimento social, implicamos o corpo social neste processo. E por assim pensar, temos conduzido, no Brasil, uma longa luta pela extinção não só dos hospitais psiquiátricos, mas estendemos/entendemos a nossa luta a/de todas as formas derivadas ou vinculadas à ordem manicomial.
Como sabemos, os manicômios são lugares não só no sentido geográfico destinados à loucura fora-da-cidade, mas a cima de tudo no sentido político, pois para lá vão todos aqueles declarados incapazes de decisão e escolha, incapazes de responder em seu próprio nome.
Rejeitamos com veemência todas as instituições sociais que discriminam e excluem e assim diante da ação covarde de tais instituições, concluo, então, afirmando que parece sempre tempo de dizer “por uma sociedade sem manicômios” não como ponto de chegada, mas como ponto de partida.
sexta-feira, 15 de maio de 2009
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
Aline Drummond de Mendonça
“Não permitir que as residências terapêuticas se transformem em lugares sem recuperação social (mini-manicômios).”[1]
A implantação efetiva da Reforma Psiquiátrica requer o desenvolvimento de programas de desinstitucionalização das pessoas há longo tempo internadas, que visem os processos de autonomia, de construção dos direitos de cidadania e de novas possibilidades de vida para todos e que garantam o acesso, o acolhimento, a responsabilização e a produção de novas formas de cuidado do sofrimento. Neste processo é fundamental a criação de Serviços Residenciais Terapêuticos com capacidades e recursos para desenvolver o acompanhamento de usuários objetivando a inserção familiar e social.
Desta forma, a desinstitucionalização e efetiva reintegração de doentes mentais graves na comunidade é uma tarefa a que o SUS vem se dedicando com especial empenho nos últimos anos.
“Nós devemos entender aqui que a desinstitucionalização não seja idêntica à simples abertura das portas do manicômio. A luta que se desenvolve é contra uma instituição manicomial ou um manicomialismo. Mais propriamente falando, é contra uma lógica interna à instituição que tende à sua própria auto-reprodução, anulando os atores enquanto sujeitos de transformação. Sem essa clareza, corre-se o risco de que, mesmo um serviço extra hospitalar, reproduza-se a mesma lógica manicomial, que se criem serviços modernos, mas que continuam a ser instituições da violência, locais de exclusão e segregação social. Basaglia, ao se referir às instituições, dizia que abrir uma instituição, o manicômio, não é apenas abrir as portas, mas abrir a nossa cabeça em confronto com aquele que nos procura. Isso faz com que se modifique a própria relação técnico-usuário, isto é, um técnico não tem mais respostas institucionais prontas a priori, mas deve criar alternativas concretas dentro da própria relação tensa, de sujeito a sujeito, de cidadão a cidadão, entre aquele que procura um serviço e aquele técnico que recebe uma demanda."[2]
Sabemos que as residências terapêuticas constituem alternativas às internações, porém, para que essas moradias não sejam apenas a simples substituições geográficas dos leitos hospitalares com a manutenção de práticas e comportamentos manicomiais, para que este risco possa ser evitado, mesmo sabendo que não há receitas prontas e definitivas, penso que talvez a especificidade do nosso exercício profissional seja produzir certa disposição para construir problemas nos espaços por onde circulamos, nos coletivos de trabalho, entre usuários e para nós mesmos. Que nosso foco seja interrogar sobre como ocupamos as cenas, como as produzimos: enquanto interditores ou produtores de vida? Que nosso agir seja lutar contra o ímpeto da prescrição de modos de existir no mundo, o que nos faz técnicos da correção e da modelagem.
“As residências terapêuticas, digamos, são uma espécie de calcanhar-de-aquiles do processo da reforma. É muito difícil implantá-las. Há uma resistência muito grande. Há uma dificuldade real e concreta de se criar esse dispositivo. Temos apenas dois mil pacientes, dos quais setecentos e cinqüenta estão no estado de São Paulo. No resto do Brasil há mil e trezentos pacientes em residências terapêuticas. É um número bastante baixo, se considerarmos que temos cinqüenta e cinco mil pacientes internados. Muitos desses pacientes que precisam da residência terapêutica vão sair da sua vida no hospital psiquiátrico. É interessante, pois, cada vez que se cria uma vaga de residência terapêutica, é fechado, no sistema, um leito. Fazendo assim, vamos reduzindo os leitos criteriosamente. Criou-se o serviço, a residência, bloqueia-se aquela vaga e não existe mais aquela vaga no hospital psiquiátrico.”[3]
“Tenho observado que os órgãos de representação da categoria médica e dos psiquiatras começam a resistir à idéia da reforma psiquiátrica. Isso me parece totalmente equivocado. Os profissionais comprometidos com a boa prática médica não podem esquecer que, certa vez, se aliaram aos proprietários de hospitais e se tornaram subempregados, funcionários desqualificados, mal pagos e desrespeitados. Não podem esquecer também que se aliaram, outra vez, aos empresários de seguro-saúde, e deles se tornaram escravos, sem autonomia profissional e sem controle sobre as possibilidades terapêuticas. Em que pesem todos os problemas e limitações, é no SUS que ainda podemos, não apenas médicos, mas todos os profissionais do setor, realizar as possibilidades reais da saúde em nosso país. Seja porque o SUS é o maior e mais promissor mercado de trabalho nessa área (e não se iludam quanto a isso), seja porque é o mais democrático e inclusivo sistema de saúde público do mundo.”[4]
Assim, torna-se fundamental refletirmos os motivos subjacentes às dificuldades de implementação das residências terapêuticas. Não é apenas nos níveis administrativos, financeiro e organizacional que encontramos resistência à reforma psiquiátrica.
“Mas, além desses, e de um modo muito mais sutil e refinado, se escancaram as nossas precariedades pessoais, teóricas, práticas, para lidar com uma demanda oceânica e desconcertante, que habitualmente impõe a escolha dilemática entre tolher, aplacar, ocultar, como fazem as instituições totais para administrar o incômodo, ou, de um modo, partir para um desafio incomensurável de facilitar produção de subjetividade com o peso do desconcerto, da provisoriedade das teorias, do desenclausuramento de si próprio para acompanhar os caminhos do outro.”[5]
[1] Relatório do VII Encontro Nacional de Usuários e Familiares do Movimento da Luta Antimanicomial de 18 à 21/09/2003, Xerém – Duque de Caxias, RJ.
[2] Tykanori, Roberto – “Uma experiência pioneira: a reforma psiquiátrica italiana” in Saúde Mental e Cidadania; Edições Mandacaru, Plenário de Trabalhadores em Saúde Mental do Estado de São Paulo.
[3] Delgado, Pedro Gabriel Godinho – “Protagonismo Social da Psicologia na Reforma Psiquiátrica” in Relatório do II Seminário Nacional de Psicologia e Políticas Públicas, de 28 à 31/05/2003 Espaço Cultural João Pessoa, PB.
[4] Amarante, Paulo – “Rumo ao fim dos manicômios” in Revista Mente e Cérebro, setembro de 2006, pág. 35.
[5] Pitta, Ana Maria Fernandes – “Cuidando de Psicóticos” in clínica da psicose: um projeto na rede pública Te Cora Editora: Instituto Franco Basaglia, 1994; pág. 165-66.



